Prefeitura inicia mapeamento de focos do Aedes aegypti em 81 bairros de Vitória da Conquista

Levantamento Rápido de Índices (LIRAa) orienta ações de combate à dengue, zika e chikungunya; Saúde apela para que moradores permitam a entrada dos agentes de endemias
Foto: Secom PMVC
  • Da Mega
  • Atualizado: 19/03/2026, 01:14h

Com o objetivo de mapear os níveis de infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Vitória da Conquista iniciou o primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) deste ano. A ação, conduzida pelo Centro de Controle de Endemias desde o dia 9 de março, abrange 81 bairros do município.

A pesquisa é uma ferramenta estratégica que permite identificar os principais focos do vetor e classificar as áreas da cidade em níveis de risco: baixo, médio ou alto. A partir desse diagnóstico, o município consegue direcionar de forma mais eficiente as ações de controle vetorial e de mobilização social.

O LIRAa segue uma metodologia específica estabelecida pelo Ministério da Saúde. O levantamento não é feito em todas as casas; o sistema sorteia quarteirões e os agentes de endemias devem inspecionar um quinto dos imóveis dessas áreas selecionadas.

Para que os dados sejam precisos, o coordenador de Endemias do município, Renato Freitas, faz um apelo à população. "É um trabalho de extrema importância e precisamos que os moradores permitam a entrada do agente", destacou.

Os resultados obtidos na pesquisa são utilizados para definir as próximas etapas do combate ao mosquito, como a instalação de armadilhas (ovitrampas) e a intensificação do serviço de visita casa a casa, que inclui a aplicação de larvicidas em depósitos de água. "Cada pessoa deve fazer sua parte: não deixar tanques ou tonéis destampados. Se não houver larva, não tem mosquito; e sem mosquito, não há transmissão de dengue", explicou o coordenador.

Além da coleta de dados e inspeção, a visita dos agentes possui um caráter educativo. Durante o trabalho de campo no loteamento Senhorinha Cairo, o agente de endemias Lourenço dos Santos Costa ressaltou que o diálogo com os moradores é fundamental para frear a expansão da doença.

"A nossa meta é a conscientização. O morador precisa entender que o fechamento das caixas d’água e o descarte correto de materiais recicláveis são medidas que salvam vidas", afirmou o profissional, reforçando que o combate às arboviroses é uma responsabilidade compartilhada. "Se a população abraçar essa causa conosco, conseguiremos baixar os índices. É uma questão de saúde pública e de educação."

Comentários


Instagram

Facebook