Bolsonaro apresenta melhora nos rins, mas infecção exige aumento de antibióticos na UTI
Foto: Ton Molina/STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília. De acordo com o boletim médico divulgado neste domingo (15), o paciente apresentou evolução clínica e melhora da função renal em relação ao dia anterior. No entanto, exames apontaram uma nova elevação dos marcadores inflamatórios no sangue, o que levou a equipe médica a aumentar a cobertura de antibióticos.
Bolsonaro deu entrada na unidade na manhã da última sexta-feira (13), após apresentar crises de vômito, calafrios e falta de ar durante a madrugada. Após avaliação, ele foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral, decorrente de um episódio de broncoaspiração (quando líquidos do estômago entram nas vias respiratórias).
Oscilações durante o fim de semana
O quadro de saúde do ex-presidente exigiu monitoramento rigoroso e apresentou oscilações ao longo do fim de semana:
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Sábado (14): A equipe médica relatou que o paciente encontrava-se clinicamente estável, porém registrou uma piora na função renal, além da primeira elevação dos marcadores inflamatórios.
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Domingo (15): Houve a recuperação da função renal, mas o novo salto nos índices de inflamação exigiu o ajuste medicamentoso imediato.
O documento médico deste domingo informa que o tratamento atual envolve suporte clínico intensivo, hidratação por via endovenosa e medidas de prevenção contra trombose venosa. Além disso, os especialistas determinaram a intensificação das sessões de fisioterapia respiratória e motora. Até o momento, não há previsão de alta da UTI.
O boletim é assinado pelos médicos que acompanham rotineiramente o ex-presidente (como o cardiologista Brasil Caiado) e pela equipe de coordenação e direção do DF Star.
Protocolo de segurança e acompanhamento
A internação ocorre sob regras estritas de segurança, determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal e, no ambiente hospitalar, permanece sob escolta policial ininterrupta, com a presença de dois agentes na porta da UTI.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro atua como acompanhante autorizada, e os filhos do ex-presidente também possuem permissão judicial para visitá-lo. Por determinação do STF, o ingresso de computadores, telefones celulares e quaisquer outros dispositivos eletrônicos na unidade de saúde está terminantemente proibido.








