A guerra no Irã e sua influência no preço do combustível no Brasil

Foto: Reprodução
  • Rayane Lima
  • Atualizado: 10/03/2026, 09:15h

O preço do barril de petróleo teve aumento significativo desde o início do conflito entre Israel, Estados Unidos e Irã, iniciado em 28 de fevereiro de 2026, chegando a cerca de US$ 100. A alta ocorre em meio à intensificação das tensões e à ameaça do Irã de fechar o Estreito de Ormuz, principal rota marítima para o escoamento de petróleo e gás do Oriente Médio. Caso isso ocorra, o preço do petróleo pode chegar a US$ 130 por barril, trazendo consequências significativas para a economia global.

Localizado entre Omã e o Irã, o Estreito de Ormuz é responsável pelo transporte de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. A rota é utilizada por navios que transportam petróleo da região produtora para a Ásia, a Europa e as Américas, além de concentrar grande parte das exportações de gás natural do Catar. Um eventual bloqueio da passagem pode provocar aumento no preço de diversos produtos, não apenas do combustível e do gás, em diferentes países.

No Brasil, além dos impactos indiretos sobre setores como transporte, indústria e agronegócio, a alta do petróleo pode pressionar os preços dos combustíveis e da energia. No entanto, esse impacto não tende a ser imediato, podendo ocorrer de forma gradual nas bombas. Isso se deve à política atual da Petrobras, que permite amortecer parte das oscilações externas por um curto período.

Essa política está em vigor desde 2023, quando o governo federal decidiu abandonar a Política de Paridade de Importação (PPI). Desde então, a Petrobras passou a adotar um modelo de definição de preços que leva em consideração fatores como a cotação internacional do petróleo, os custos de produção e as condições do mercado interno. Com isso, a companhia pode ajustar os preços de forma gradual, sem seguir automaticamente as oscilações do mercado internacional.

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