Xandó questiona critérios de reajuste do IPTU na Câmara de Vitória da Conquista

Durante sessão legislativa, o vereador apresentou dados de cobranças, cobrou transparência e relatou falta de resposta da Prefeitura a ofícios.
  • Da Mega
  • Atualizado: 02/03/2026, 09:10h

Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Vitória da Conquista realizada na última sexta-feira (27), o vereador Alexandre Xandó (PT) discursou sobre os critérios técnicos adotados pela Prefeitura para o reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). O parlamentar apontou impactos no orçamento das famílias e cobrou transparência na política tributária do município.

Segundo o vereador, os percentuais de aumento aplicados em alguns imóveis superam os índices oficiais de inflação e a realidade econômica local. Para ilustrar o argumento, Xandó apresentou o caso de um apartamento de aproximadamente 80 metros quadrados, localizado no Residencial Vivendas do Candeias, condomínio situado próximo a uma via sem pavimentação.

Evolução dos valores apresentada pelo parlamentar:

  • IPTU em 2024: R$ 1.375,00

  • IPTU em 2025: R$ 2.030,00

  • Total (com acréscimo da taxa de lixo): R$ 2.900,00 (configurando um aumento superior a 100% no período avaliado).

Ofícios e pedidos de informação

Durante o pronunciamento, Xandó informou que protocolou ofícios junto ao Poder Executivo solicitando o detalhamento técnico que baseou os reajustes. Entre as documentações e informações requeridas pelo mandato estão:

  • Cópias da legislação e dos atos administrativos referentes aos aumentos;

  • Atualização da planta genérica de valores e o valor venal final dos imóveis utilizado como base de cálculo;

  • Índices oficiais de inflação e indicadores econômicos considerados pela gestão;

  • Histórico detalhado dos percentuais e alíquotas aplicadas nos últimos cinco anos.

De acordo com o vereador, a administração municipal não respondeu aos requerimentos. Ele afirmou que a ausência de retorno compromete a transparência institucional e dificulta o exercício da função fiscalizadora da Câmara sobre a política de arrecadação da cidade. O parlamentar concluiu afirmando que continuará acompanhando o tema e exigindo respostas formais da Prefeitura.

*Com informações do site da Câmara

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