Além de prestação de diversos serviços, Centro de Cultura Glauber Rocha é vitrine para o artesanato de Vitória da Conquista
Foto: Ascom PMVC
O Centro Cultural Glauber Rocha se destaca como um dos principais espaços de prestação de serviços e aquisição de produtos artesanais da Zona Oeste de Vitória da Conquista. Com uma área de cerca de 25 mil metros quadrados, o local conta com 88 boxes, para abrigar as lojas dos artesãos, disponibilizados gratuitamente a eles pelo setor de Economia Solidária (Ecosol), da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE).
O Centro de Cultura, além da localização estratégica, no cruzamento das avenidas Brumado e Integração, no bairro Brasil, ele também abriga a Prefeitura Zona Oeste (PZO), o Planetário Everardo Públio de Castro e correspondentes de serviços bancários e operadoras de luz, água e transporte público (Atuv). Outro diferencial é o amplo estacionamento gratuito, que facilita o acesso dos visitantes.
O coordenador municipal de Economia Solidária, Danilo Kiribamba, destacou ações do Governo Municipal para o fortalecimento do artesanato e da economia solidária em Vitória da Conquista, entre elas a primeira grande feira do artesanato realizada no ano passado. “A segunda edição já está programada para esse primeiro semestre e também a realização de feiras nas comunidades quilombolas. Além disso, fortalecemos a participação dos artesãos e empreendedores da economia solidária em eventos da cidade”, disse. O coordenador citou ainda a pintura dos boxes e a instalação de uma placa de identificação.
Os artesãos oferecem uma gama de produtos, que inclui roupas e acessórios feitos à mão, bonecas de pano, rendas e até a fabricação e o conserto de instrumentos musicais. Lúcia Betânia, artesã há mais de 20 anos e servidora da Ecosol, destaca que a procura pelos itens de artesanato no local tem crescido a cada ano. “Aqui é talvez o principal ponto na cidade para quem busca materiais artesanais. Temos um público variado que vem de diferentes locais, e a demanda é crescente”, afirma.
Maria Sônia e sua filha, Tainara Sampaio, trabalham juntas em um dos boxes do Glauber Rocha, oferecendo serviços de costura personalizados. Com criatividade e um trabalho delicado, fazem da atividade a principal fonte de renda e veem nela uma perspectiva de empreender ainda mais no ramo. “Nós fazemos todo tipo de fardamento, e o cliente é quem manda no projeto. Agradeço à coordenação que sempre nos acolheu e nos ajudou a crescer”, diz Tainara.
Valorização da cultura local
Com 28 anos de experiência em artesanato, Maria da Piedade Melo ressalta a tranquilidade e a acessibilidade do espaço, pontuando que o Glauber Rocha representa um ponto de convívio e valorização da cultura local. “Trabalhar aqui é tranquilo e perto de casa. Às vezes falta conhecimento do público sobre o que é feito aqui. Convido as pessoas a virem valorizar nosso trabalho, que é feito com amor e dedicação.”
Já Lindinalva Costa, que faz parte do projeto há 22 anos, compartilhou sua trajetória no Glauber Rocha: “Não tinha condições de pagar um espaço fora. Esse projeto foi uma bênção para mim. Tenho percebido um aumento na procura pelo nosso artesanato, o que é muito gratificante.”









