Trânsito é convivência: educação, paciência e cidadania salvam vidas

Foto: Secom PMVC
  • Da Mega
  • Atualizado: 19/02/2026, 10:04h

Segurança no trânsito vai muito além de placas, semáforos e multas. Trata-se de um exercício diário de convivência, respeito e responsabilidade coletiva. Em um diálogo franco e educativo, a agente de trânsito Andrea Carla, do Simtrans, trouxe reflexões importantes sobre comportamento, cidadania e o papel de cada pessoa na construção de um trânsito mais humano e seguro.

Segundo a agente, o verdadeiro papel do profissional de trânsito não se resume à punição. “Nós cuidamos de pessoas. Quando falamos de trânsito, falamos de educação, segurança e responsabilidade”, destacou. A fiscalização é necessária, mas a transformação real acontece quando condutores, pedestres e ciclistas entendem que suas atitudes impactam diretamente a vida do outro.

Um dos maiores problemas enfrentados atualmente é a pressa, que gera estresse e imprudência. Planejar o horário de saída, respeitar os limites de velocidade e compreender o fluxo das vias são atitudes simples que evitam conflitos e sinistros. “O trânsito só é estressante para quem está atrasado”, pontuou Andrea ao defender a mudança de hábitos como principal ferramenta de prevenção.

Entre as infrações mais comuns — muitas vezes banalizadas — estão deixar de usar a seta, manusear o celular ao volante (inclusive com o veículo parado), ignorar o uso do cinto de segurança no banco traseiro e avançar o sinal amarelo. Pequenas atitudes que podem resultar em grandes tragédias. A orientação é clara: atenção total à condução e respeito à sinalização, que existe a partir de estudos técnicos e não por acaso.

Pedestres e ciclistas, considerados os mais vulneráveis no trânsito, também precisam adotar cuidados redobrados. A lei protege o menor, mas a prudência salva vidas. Atravessar fora da faixa ou distraído com o celular aumenta significativamente o risco de acidentes. Já para os motociclistas, o alerta é ainda mais firme: uso correto do capacete, cinta jugular afivelada, respeito às normas e tolerância zero para práticas perigosas, como empinar motocicleta — conduta considerada crime e passível de suspensão imediata da habilitação.

A agente reforça que educação no trânsito é um trabalho contínuo. Campanhas em escolas, empresas e comunidades são essenciais para formar cidadãos mais conscientes. “Multa não muda comportamento, educação sim”, afirmou, defendendo ações permanentes de orientação e diálogo.

Ao final, a mensagem é de empatia e responsabilidade coletiva. Trânsito é vida, é convivência e é escolha. Respeitar regras, sinalização e o próximo é um gesto simples que salva vidas. Afinal, o trânsito reflete exatamente o tipo de cidadão que cada um escolhe ser.

Confira a entrevista na íntegra

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